O livro "Perigosas Pedaladas" de João Villaverde traz o seguinte trecho sobre o pagamento dos saldo de 72,4 bilhões de reais de pedaladas fiscais acumuladas pelo governo Dilma entre 2013 e 2015:
"Praticamente todo esse dinheiro foi sacado da chamada Conta Única do Tesouro, mantida no Banco Central. Foram R$ 70,9 bilhões que dali saíram. Desse montante, o governo levantou R$ 21,1 bilhões de emissão de títulos públicos já realizada e cujos valores estavam depositados na Conta Única. O restante, R$ 49,8 bilhões, foram sacados de outras fontes, também dentro da Conta Única. O valor final, de R$ 1,5 bilhão, que não veio da Conta Única, foi obtido pelo governo por meio de uma emissão nova de títulos - realizada no último dia útil do ano e colocada diretamente na carteira do Banco do Brasil, com parte do pagamento devido pelo governo ao banco."
Em resumo, o pagamento se deu por endividamento e pela "raspagem" do caixa do governo (Conta Única do Tesouro), ou seja, TODO o dinheiro disponível para o pagamento de despesas do governo. Veja a seguir uma definição de Conta Única:
"Mantida no Banco Central do Brasil, acolhe todas as disponibilidades financeiras da União, inclusive fundos, de suas autarquias e fundações. Constitui instrumento de controle das finanças públicas,uma vez que permite a racionalização da administração dos recursos financeiros, reduzindo a pressão sobre a caixa do Tesouro, além de agilizar os processos de transferência e descentralização financeira e os pagamentos a terceiros.
Com certeza, esse desfalque do caixa do governo deve ter contribuído para uma enorme dificuldade de pagamentos ao longo de 2016. Em 2016, o Brasil teve a pior recessão de sua história, queda do PIB de 3,6%.
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