sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Mais Médicos e o governo Temer

Mais um post da série sobre o programa "Mais Médicos".

Ironicamente, graças ao impopular governo Temer, o impacto da saída dos médicos cubanos será um pouco menor, já que desde 2016 seu governo vem promovendo uma troca dos médicos cubanos por brasileiros:

"Desde 2016, o Ministério da Saúde vem trabalhando na diminuição de médicos cubanos no programa. Até aquela data, cerca de 11.400 profissionais de Cuba trabalhavam no Mais Médicos. Neste momento, 8.332 das 18.240 vagas do programa estão ocupadas por eles."

Veja o histórico de editais de convocação de médicos para o programa "Mais Médicos" de 2016 a 2018:

2016: mais de 10 mil brasileiros se inscreveram no edital. A 1ª chamada, que prioriza candidatos com CRM do Brasil, preencheu 99% das vagas – dos 1.390 postos ofertados em 642 municípios e 2 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), 1.378 tiveram médicos do país alocados em 636 localidades. 

2017: 8 mil profissionais brasileiros inscritos no novo edital

Ao todo foram ofertadas 983 vagas. Os 977 selecionados atuarão em 508 localidades do país a partir de oito de janeiro.

2018: parece não ter havido edital. Após o anúncio da saída dos médicos cubanos, o governo  se apressou a informar que faria um novo edital para substituição de todas as novas vagas: 

"A iniciativa imediata será a convocação nos próximos dias de um edital para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos. Será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior."

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