quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

A sentença de Moro no "Caso Triplex" e a suposta "Falácia non sequitur"

A seguir analisamos a terceira suposta falácia da sentença de Moro no "Caso Triplex" mencionada no livro "Falácias de Moro" de Euclides Mance:

"1.3. “As reformas foram feitas por solicitação do ex-Presidente e sua esposa” – Falácia non sequitur"

Segundo o autor, a falácia estaria em um raciocínio do tipo "non sequitur" em que a partir de uma conclusão se assume como verdadeira uma premissa:

"Se alguém é proprietário de um imóvel, então aprova as reformas.
Ora, o ex-presidente aprova as reformas,
Então ele é proprietário do imóvel."

O raciocínio é falso pois não somente o proprietário aprova as reformas. Então alguém ter aprovado as reformas não implica em ser proprietário. Por exemplo, arquitetos, engenheiros e o corpo de bombeiros também aprovam reformas, mas nem por isso são proprietários.

Embora bonito do ponto de vista de lógica, o argumento do autor em nada socorre Lula no caso prático, já que ele não pode alegar que aprovou a reforma por ser bombeiro, engenheiro ou outra razão. Daí a defesa de Lula fazer um enorme esforço em afirmar que Lula e Marisa não solicitaram e aprovaram as reformas, apesar de todas das evidências no processo em contrário, principalmente a aprovação do projeto da cozinha do triplex por Marisa.

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